Projeto no mar do RN vai estudar efeitos da energia eólica offshore

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O Sítio de Testes de Aerogeradores Offshore, que será implantado no litoral de Areia Branca (RN), deve inaugurar uma nova etapa para a produção de energia renovável no Brasil. A planta-piloto, com capacidade de até 24,5 megawatts (MW), será o primeiro campo experimental do país voltado ao funcionamento de aerogeradores em ambiente marítimo, conhecido como offshore.

A estrutura contará com duas máquinas instaladas no mar, a cerca de 4,5 km do Porto-Ilha — o principal terminal de escoamento de sal do país. Os aerogeradores serão fixados a profundidades entre 7 e 8 metros, em uma área considerada rasa e tecnicamente favorável para testes.

A energia gerada será direcionada ao próprio terminal portuário, em substituição ao uso de combustíveis fósseis. A expectativa é que a experiência contribua para consolidar o uso de fontes limpas na operação portuária, com menor emissão de gases do efeito estufa.

Segundo o diretor do SENAI, Rodrigo Melo, o projeto é voltado ao desenvolvimento de conteúdo local e da cadeia nacional de fornecedores para a indústria, ainda nascente no Brasil. A intenção, destacou ele, “é especialmente desenvolver tecnologia, tropicalizar, para o caso do Brasil, tecnologias que já existem em outros locais e, principalmente, responder a perguntas que atualmente estão sem respostas dos pontos de vista ambiental, socioeconômico e tecnológico”.

“Nós vamos, com essa planta, começar a ter respostas e não só perguntas sobre como vai acontecer e se comportar a geração de energia no ambiente offshore brasileiro, buscando o melhor rendimento industrial dos equipamentos nas nossas espetaculares condições de vento, e, especialmente, enxergando que essa competitividade deverá ser refletida também em qualidade de vida para todas as pessoas envolvidas, sejam elas pessoas jurídicas, sejam as comunidades costeiras”, frisou o diretor.

Licença do Ibama

O Senai recebeu nesta semana a primeira licença do Brasil para um projeto de energia eólica offshore. A cerimônia que oficializou a emissão da licença prévia para a planta-piloto foi realizada na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília.

Foto: Herminio Lacerda/Ibama

A licença prévia, segundo informações do órgão, “é concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação”.

O documento tem validade inicial de cinco anos e antecede a licença de instalação — cuja emissão é esperada pelo SENAI no prazo de 12 a 18 meses. O Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), braço da instituição à frente do projeto, prevê a instalação de dois aerogeradores, com potência somada de 24,5 Megawatts (MW), a uma distância de 15 a 20 quilômetros da costa. A expectativa é que a operação seja iniciada em até 36 meses.

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