Projeto é criticado por não exigir capacitação para auxiliares em sala de aula
Foto: Reprodução/Redes sociais
Um projeto apresentado pelo prefeito Allyson Bezerra tem gerado críticas em Mossoró. A proposta, chamada “Programa Incluir”, prevê a contratação de 800 bolsistas para atuar como auxiliares em salas de aula, ajudando crianças com necessidades especiais.
O problema é que o projeto não exige qualificação específica para os bolsistas. Basta ter 18 anos ou mais e o ensino médio completo para se inscrever. Eles passariam por um curso de formação, mas não seria exigido nenhum tipo de capacitação para trabalhar com crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou outras deficiências.
“Não vejo um jovem de 18 anos cuidando de uma criança atípica. Se essa criança convulsiona, o que ele vai fazer?”, questionou Dávida Oliveira, diretora do coletivo de mães atípicas de Mossoró.
A falta de qualificação exigida gerou preocupações entre os pais de crianças com necessidades especiais. Eles apontam que, de acordo com a Lei Berenice Piana, é necessário ter um profissional especializado para acompanhar essas crianças nas escolas, o que não estaria sendo garantido no projeto.
O presidente da Câmara, Genilson Alves, afirmou que o projeto será votado na próxima semana.
