Anatel deve retirar mais de 130 orelhões das ruas do RN
Foto: Nathália Alves/g1
Os orelhões vão começar a ser retirados das ruas do Brasil a partir de 2026. No Rio Grande do Norte, ainda existem 134 aparelhos ativos, distribuídos em 65 municípios, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A retirada acontece depois do fim das concessões da telefonia fixa, que terminaram em 2025. A Anatel informou que os aparelhos só devem continuar existindo em locais onde não há sinal de celular. Mesmo assim, apenas até 2028.
Segundo dados da Anatel, a maioria das cidades do RN tem apenas um ou dois telefones públicos ainda funcionando. É o caso de Acari, Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Bom Jesus, Caicó, Currais Novos, Lajes, Luís Gomes, Nova Cruz, Ouro Branco e várias outras.
Alguns municípios ainda concentram mais aparelhos. Baraúna, Caraúbas e Governador Dix-sept Rosado têm seis orelhões cada. Touros aparece logo atrás, com cinco. Já Mossoró ainda tem quatro aparelhos ativos, segundo os dados.
Também aparecem na lista cidades como Apodi (3), Macau (1), Jucurutu (4), Ipanguaçu (4), Pureza (4), Serra do Mel (1), Upanema (3) e São Miguel do Gostoso (2), entre outras.
Símbolo nacional
O orelhão surgiu em 1971, criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Inicialmente eles tinham outros nomes, como Chu I e Tulipa.
Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta, enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, se tornou icônica pelo seu design, reproduzido em outros países como Peru, Angola, Moçambique e China.
Além de diferente, o formato tinha uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegia quem falava do barulho externo.
*Com informações do G1
